O taxista Florisvaldo Freitas é julgado nesta segunda-feira em Salvador por envolvimento na morte do estudante Augusto César Dourado, em 15 de junho de 1996. O júri popular seria realizado na quinta-feira, junto com o julgamento de quatro policiais militares, que foram condenados a 12 anos de prisão pelo crime. Mas o júri do último acusado foi desmembrado porque seu advogado não compareceu ao Fórum Ruy Barbosa, alegando não ter recebido intimação.

Augusto César foi assassinado no Jardim de Alah, na orla de Salvador, após ter se envolvido num acidente de trânsito com o taxista. De acordo com a acusação, ele teria sido perseguido pelo suspeito com ajuda de colegas de trabalho. Freitas também é acusado de acionar a polícia alegando ter sido vítima de assalto. Policiais militares acompanharam a perseguição ao estudante e teriam atirado na vítima.

Segundo a decisão do Tribunal do Júri, os quatro PMs continuarão em liberdade já que o julgamento segue em processo e não foram apresentados os requisitos necessários para a prisão cautelar. De acordo com o Tribunal de Justiça da Bahia, se a condenação for mantida, será expedido um mandado de prisão.