O laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), que atestou o óbito do bebê de 11 meses, morto na noite de quinta-feira, em Curitiba (PR), apontou como razão da morte o rompimento de órgãos internos e a fratura de vários ossos. O que descartaria a hipótese de uma queda ter provocado a morte, primeira versão dada pelo pai da criança. Rodrigo de Freitas Gritz admitiu ter dado socos no filho depois de ter se irritado com seu choro.
Na noite de quinta-feira, Gritz procurou o quartel do Corpo de Bombeiros para pedir socorro, dizendo que seu filho teria sofrido uma queda e estava bastante ferido. A criança foi levada ao Hospital do Trabalhador, mas morreu logo após dar entrada na Unidade de Terapia Intensiva.
Aos bombeiros, o pai contou que estava alimentando a criança, quando a cadeira em que estava sentado quebrou, o que teria provocado a queda do bebê. No entanto, as características dos ferimentos não seriam condizentes com o relato do pai, os bombeiros então acionaram a delegacia de homicídios.
No final da tarde de sexta-feira, em depoimento dado à delegada Maritza Haisi, o pai confessou ter agredido a criança com socos por se sentir incomodado com o choro.
Mesmo com o laudo prévio e sua confissão, Gritz, que já foi indiciado pelo caso, está em liberdade, já que não houve flagrante. Um exame mais completo de necropsia foi realizado e o resultado deverá ser apresentado no início da próxima semana.
A delegada responsável pelo caso antecipou que assim que receber o laudo, se comprovado que a morte foi causada pelas agressões, pedirá a prisão preventiva do pai do bebê.