Os campeões brasileiros de 1966 pelo Cruzeiro se tornarão torcedores nesta quarta-feira, quando a equipe mineira estreia na Copa Libertadores, diante do Estudiantes, às 22h, na Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. No papel de analistas, os ex-jogadores apontam uma série de fatores que podem complicar a vida do time celeste na busca pelo tricampeonato continental.
“Tenho visto poucos e, às vezes, bons jogos. Temos um grande goleiro, mas a nossa zaga ainda deixa a desejar”, avaliou Procópio, zagueiro cruzeirense em 1966, que alcançou sucesso também como treinador, comandando em diversas ocasiões o próprio time cruzeirense, além do rival Atlético-MG, entre vários outros clubes.
Para Evaldo, as preocupações quanto ao desempenho da equipe comandada por Cuca estão concentradas na dupla de ataque formada por Thiago Ribeiro e Wellington Paulista. O ex-atacante atribui as dificuldades encontradas pelo atual camisa 9 à formação ofensiva utilizada pelo treinador.
“O Cruzeiro precisa de dois atacantes, até para mudar a forma de jogar da equipe. O Wellington Paulista não tem feito bons jogos, mas em consequência do posicionamento ele tem de seguir. O centroavante do Cruzeiro hoje joga muito isolado”, observou.
Evaldo pediu a contratação ainda de um lateral-direito. “O Cruzeiro precisa urgentemente de um centroavante e de um lateral-direito. Utilizar jogadores improvisados na Libertadores é sinal de que não quer ser campeão”, ressaltou.
Depois de Jonathan ter sido negociado com o Santos, Cuca optou por Rômulo como o lateral-direito titular do Cruzeiro para a primeira rodada do Estadual. Porém, nas rodadas seguintes, Pablo, que foi volante na estreia pelo Campeonato Mineiro, assumiu a camisa 2.
A edição da Libertadores de 2011 será a quarta consecutiva com a presença do Cruzeiro. Para, enfim, chegar ao tricampeonato, Piazza, capitão da equipe de 1966, acredita que a equipe terá de aliar garra com inteligência.
“O Cruzeiro já é patenteado na Libertadores, mas os jogadores têm de saber que um título como esse não se ganha por acaso. É preciso jogar com alma e inteligência. Por atuar no Cruzeiro, esses jogadores têm a técnica necessária, e o individual tem de ser colocado em favor da equipe. É muito importante que este pontapé inicial seja positivo”, destacou.
A estreia diante do Estudiantes marcará a revanche da decisão da Libertadores de 2009, quando o Cruzeiro foi derrotado em pleno Mineirão pela equipe argentina por 2 a 1. A primeira partida em La Plata havia acabado em empate sem gols.
Para que os mineiros levem a melhor desta vez, Dirceu Lopes avalia que é preciso evitar as provocações do adversário. “O Cruzeiro tem de assimilar e corrigir os erros das últimas edições. Em 2009, o que vi como erro primordial foi cair na catimba dos argentinos”, comentou o camisa 10 da equipe campeã da Taça Brasil em 1966.