afirmou que vinha tentando se separar de Ivan. "Ele nunca me agrediu, nem a minha filha, mas me disse assim: 'Se eu souber que o Marco viu a Vitória, você não sabe do que eu sou capaz'".

Na última semana, Lígia começou a trabalhar e deixou a menina sob os cuidados do padrasto, que estava desempregado. Às 15h40 de sábado, Ivan apareceu com o bebê no Hospital Getúlio Vargas, dizendo que ela estava tendo uma convulsão. "Essa criança levou pancadas na cabeça e ele não soube explicar essas lesões. Disse apenas que ela estava chorando demais. O Ivan forçou a Vitória a beber o leite e, por isso, foi parar no pulmão. Depois, falou que ela tinha caído de um colconhete", disse o delegado Leandro Gontijo, da 22ª DP. Ele afirmou que "não há dúvida" de que o padrasto espancou a criança e prendeu Ivan por tentativa de homicídio.

Ivan recebeu voz de prisão no próprio hospital, quando foi chamado para esclarecimentos sob o que aconteceu com a menina, no domingo. Os laudos indicam que houve agressão. Os traumas na cabeça da criança são recentes. Ele foi preso por suspeita de homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, crueldade e impossibilidade de defesa da vítima.