Dos 11 deputados indiciados na Operação Taturana seis conseguiram a reeleição no pleito de 2010. Eles foram acusados pela Polícia Federal de participação no esquema que deviou R$ 300 milhões dos cofres da Assembleia Legislativa. Mas, os redutos eleitorais foram mantidos e permanecem inabalados, mesmo com o escândalo.
Segundo o cientista político Eduardo Magalhães toda a estrutura dos Poderes Legislativo e Judiciário favorece a liturgia da impunidade. “Tem que existir um sentimento emanado pelos parlamentares de mudança, já que hoje a política não só de Alagoas, como em todo o Brasil, vive em uma situação periclitante”, alerta, pontuando os inúmeros escândalos que a sociedade assiste.
Ainda segundo o cientista, o histórico do Brasil favorece ao sentimento de impunidade, estabelecido devido à demora na apuração e na punição dos culpados, devidamente comprovados.
Magalhães destacou também que os parlamentares não mostram vontade ou desejo de mudança reiterando mais uma vez, que o poder legislativo favorece ao sentimento de impunidade, que a sociedade tanto crítica.
Os deputados estaduais reeleitos e indiciados na operação taturana são, Nelito Gomes de Barros (PSDB), Maurício Tavares (PTB), Isnaldo Bulhões (PDT), Edival Gaia Filho (PSDB), Temotéo Correia (DEM) e Antônio Albuquerque (PTdo B).
Outros parlamentares que durante a operação foram afastados e indiciados estão exercendo outras funções, a exemplo do agora parlamentar federal Arthur Lira (PP) e Cícero Amélio que foi eleito para Conselheiro do Tribunal de Contas de Alagoas.
