O período de emergência no Paquistão ainda não acabou apesar dos seis meses transcorridos desde as gigantescas inundações que alagaram um quinto de seu território - equivalente ao Reino Unido -, advertiu nesta sexta-feira o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).
Esse desastre natural deixou 20 milhões de desabrigados, mais que todas as vítimas juntas do tsunami no Oceano Índico em 2004, do ciclone Nargis, que devastou o sul de Mianmar em 2008 e os terremotos no Paquistão (2005) e Haiti (2010).
O representante do Unicef no Paquistão, Pascal Villeneuve, disse que o drama deste país continua porque a maioria dos deslocados pelas inundações voltaram para seus lugares de origem "unicamente para encontrar seus imóveis e comunidades totalmente devastadas".
Indicou que os 3,5 milhões de pessoas que a cada dia recebem no Paquistão água potável do Unicef são um claro indicativo da magnitude de que necessidades que persistem.
Além disso, 1,9 milhão têm acesso às instalações de saúde em funcionamento na instituição.
Villeneuve explicou que o plano de financiamento atual tem vigência até julho e depois se tentará passar a outra fase de recuperação inicial das comunidades afetadas.
Para todas as agências da ONU e os organismos com os quais colabora no terreno, o pedido internacional de recursos após as inundações no Paquistão alcançou quase os US$ 2 bilhões - dos quais só 56% dessa quantia foi recebida - para atender os 14 milhões de pessoas por um período de um ano.