Ao lado do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), o deputado federal petista e presidente da Câmara, Marco Maia, ironizou nesta quinta-feira (27) a candidatura do rival Sandro Mabel (GO) à presidência da Câmara. Mabel se voltou contra o próprio partido, o PR, e vai disputar o cargo com Maia, que tenta se reeleger, já que ficou com a vaga de Michel Temer, agora vice-presidente do Brasil.

Marco Maia já havia encontrado com Alckmin na Prefeitura de São Paulo, onde os três conversaram com o prefeito, Gilberto Kassab (DEM), sobre a Copa do Mundo. Mesmo assim, ele cumpriu sua agenda e foi com Alckmin até o Palácio dos Bandeirantes, onde conversaram a portas fechadas com o líder do PSDB na Câmara, Duarte Nogueira, e outros líderes petistas, como os deputados Arlindo Chinaglia e Ricardo Berzoini.

O petista disse que não foi ao Palácio para fazer pedidos a Alckmin, mas para agradecer seu apoio à sua candidatura, fundamental para que o PSDB o apoiasse.

- Estamos aqui reafirmando os agradecimentos ao governador Alckmin, que foi importantíssimo na decisão que o PSDB tomou de nos apoiar [...], o que determinou que todos os partidos viessem a declarar apoio.

Ele também não poupou Mabel de ironias ao lembrar que, dos 22 partidos na Câmara, 21 estão com ele, inclusive o PR.

- Talvez o que estranhe na candidatura do Mabel é que ele não tem o apoio de seu próprio partido, que está empenhado na minha eleição. Dos 22 partidos, 21 já declararam apoio a mim. Mas a candidatura dele é legítima.
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Por ter tanto apoio, Maia afirmou que não se sente candidato “nem da situação nem da oposição!”.

- Me sinto candidato do parlamento, representando a maioria.

Ele mostrou contrariedade quando questionado se iria pedir ao rival que desistisse de se candidatar.

- Os diálogos são permanentes, mas não o procurarei para isso.

Em sua vez de falar, Alckmin lembrou que apoiou o petista porque é tradição que o partido com maior bancada na Câmara indique seu presidente.

- O meu partido, o PSDB, já declarou apoio à reeleição do Marco Maia dentro da proporcionalidade.

Maia, que viajou o Brasil todo em busca de apoio, termina hoje sua peregrinação no Rio de Janeiro.