Quando decide perder peso, a designer de interiores Regina Nunes, 45, é rápida: emagrece quatro quilos em duas semanas. Mas, em sete dias, recupera tudo.
Paula Giolito/Folhapress
A designer Regina Nunes, 45, emagrece rápido, mas logo recupera todo o peso perdido
A designer Regina Nunes, 45, emagrece rápido, mas logo recupera todo o peso perdido

"Se me estresso com alguma coisa no trabalho ou na vida pessoal, já me vejo comendo o que não devo."

A servidora pública Camila de Abreu, 31, sofre desse mal desde a adolescência. "Antes do meu casamento, tinha emagrecido dez quilos. Na lua de mel, uma semana depois, recuperei seis."

No guarda-roupa, suas calças vão do tamanho 40 ao 48. O marido, que tem o mesmo problema, tem calças do número 40 ao 52.

Todos eles são vítimas do chamado efeito "sanfona".

Agora, um estudo das universidades de Navarra e Santiago de Compostela, Espanha, aponta a existência de um marcador biológico que pode explicar esse vaivém.

Uma alteração nos níveis dos hormônios que controlam a fome e a saciedade explicaria o problema.

Os pesquisadores recrutaram 104 pessoas obesas ou com sobrepeso e as submeteram a uma dieta de baixa caloria durante oito semanas.

Após esse período, elas deviam manter hábitos saudáveis por outras 24 semanas, por conta própria.

Ao fim do acompanhamento, os pesquisadores descobriram que 49 das 104 pessoas recuperaram ao menos 10% do peso perdido durante a dieta.

Entre os que engordaram, os níveis do hormônio leptina eram maiores e os do hormônio grelina eram menores, comparados às taxas dos que mantiveram o peso.

A conclusão é que essas concentrações podem determinar quais pessoas têm tendência a voltar ao peso original depois de uma dieta.