A FGV (Fundação Getúlio Vargas) detectou reajustes expressivos nos preços de legumes e hortaliças na cidade do Rio de Janeiro, num provável efeito das fortes chuvas que precipitaram na região.

Na lista de 11 produtos "in natura" monitorados pela FGV, destaca-se o caso do chuchu. Na coleta de preços realizada no último dia 7, os pesquisadores haviam registrado uma variação média de 17,3% nos preços desse alimento; no dia 15, de 58,4%, e por fim, no dia 18, de 124,4%.

Também registraram avanço significativos os preços da alface (41,24%), brócolis (23,48%), couve-flor (57,95%) e pimentão (63,77%).

A comparação foi feita tendo por base os valores dos produtos registrados em dezembro, no mesmo período.

Outro item da lista cujos preços dobraram entre dezembro e janeiro foi tomate: no dia 7, os pesquisadores da FGV encontraram uma variação de 77%; no dia 15, de 79,9%; e finalmente, no dia 18, de 107,39%.

Ainda conforme a FGV, houve uma elevação média de 14,47% nos preços desses produtos entre os dias 16 de dezembro e 15 de dezembro. Segundo o departamento de pesquisa da Fundação, o grande volume de chuvas no Estado provocou uma redução na oferta de alimentos.

A região serrana responde pelo abastecimento de cerca de 60% das hortaliças e legumes consumidos na região metropolitana do Rio e muitos produtores perderam suas lavouras por conta da chuva. Houve também prejuízos no fornecimento em razão da queda de barreiras em vias de escoamento da produção e estradas.

O economista André Braz, da FGV, diz que sazonalmente os preços desses itens sempre sobem em janeiro em razão do clima --ou pelo excesso de chuvas ou pelo calor, que prejudica a qualidade e a quantidade produzida. Mas a alta, diz, se intensificou por conta dos efeitos das enchentes que afetaram as regiões produtoras.