Um dos feridos no tiroteio de Tucson, no Estado americano do Arizona, há uma semana, foi preso neste sábado (15) e será submetido a um exame psiquiátrico por fazer ameaças enquanto participava da gravação de um programa de televisão.
James Eric Fuller, de 63 anos, atingido no joelho por uma bala, pegou uma fotografia do líder do movimento ultraconservador Tea Party Trent Humphries e gritou "você está morto", informou a rede KGUN-TV, de Tucson.
Ambos participavam de uma discussão sobre o incidente, que seria transmitida no programa This Week, da rede ABC, neste domingo (16).
Aparentemente, a uma pergunta sobre o controle das armas nos Estados Unidos, Humphries respondeu que seria necessário esperar o enterro de todas as vítimas do tiroteio para começar a pensar nesse assunto, comentário que incomodou Fuller.
Após gritar que Humphries "está morto", Fuller foi preso por alteração da ordem pública e ameaças. Enquanto ele era tirado da área onde acontecia a gravação, as autoridades decidiram conduzi-lo a um hospital, onde permaneceu durante a noite, para submetê-lo a um exame psiquiátrico.
Seis pessoas morreram, entre elas uma menina de nove anos, e 14 ficaram feridas no tiroteio do último dia 8 em Tucson, pelo qual a polícia culpa Jason Loughner, um jovem de 22 anos com aparentes problemas mentais.
Entre os feridos está a congressista Gabrielle Giffords, que recebeu um tiro na cabeça e continua em estado grave, embora sua evolução tenha superado as expectativas médicas. Neste sábado, ela passou a respirar sem ajuda de aparelhos.