Se por um lado a decisão de Abelardo Bayma de pedir demissão do cargo de presidente do Ibama pegou de surpresa os funcionários da autarquia e a própria ministra do meio ambiente, Izabella Teixeira, por outro ela acusou alívio aos defensores do Estaleiro Eisa.

Considerado publicamente por integrantes do governo alagoano o maior entrave para a concessão da licença de funcionamento do empreendimento, única das quarenta exigências que faltariam ser sanadas, não só ele como toda a cúpula do órgão acabou demitida.

Abelardo teve uma relação conturbada com o governador Teotônio Vilela, já que mesmo tendo prometido o envio dos técnicos desde julho do ano passado só o fez em dezembro, após pressão do próprio presidente Lula.

Esta “pressão” e a indicação da nova presidente que a diretoria do Ibama terá novos nomes fez com quê Bayma se adiantasse pedindo a exoneração do seu cargo a pedido.

Até a indicação de um novo nome para comandar o Ibama, assume o cargo o presidente substituto do instituto, Américo Tunes, diretor de Uso Sustentável da Biodiversidade e Florestas, mas o cargo deve ser ocupado por alguém indicado pela própria Dilma Roussef, já que além do Eisa, outros empreendimentos como a Usina Hidrelétrica de Belo Monte, em Altamira, no Pará, outro responsável pela queda do diretor, estavam parados esperando a licença.

Para Alagoas o problema é que até na sua saída Abelardo atrapalhou o processo, já que agora será necessário, a escolha da nova diretoria para se faça a análise da visita dos técnicos do Órgão em Alagoas, que só se deu entre os dias 21 e 23 de dezembro.