O Tribunal de Justiça de São Paulo informou que negou, nesta terça-feira (21), o pedido de habeas corpus feito pela defesa do ex-secretário municipal de Habitação de Jandira, Wanderley Lemes de Aquino. Cabe recurso da decisão.

A decisão foi tomada pelo desembargador Geraldo Wohlers e está relacionada ao crime de apropriação indébita e corrupção. O secretário foi preso na quinta-feira (16) na sede da prefeitura, na Grande São Paulo.

No dia da prisão, o advogado dele, Willian Rueda, informou que, durante as investigações, a Polícia Civil levantou o RG de todos os secretários municipais e foi constatado que havia contra Aquino um processo administrativo de 2003 e um mandado de prisão neste ano. Naquele ano, o secretario fazia parte de uma associação que indenizava pessoas que foram desapropriadas por causa de obras da Dersa (ele tem um depósito em juízo, ou seja, o dinheiro que deveria ter indenizado as famílias foi depositado na conta dele).

Apesar de a prisão ter sido feita pelo possível envolvimento no caso de corrupção, a polícia investiga se há participação do ex-secretário na morte do prefeito Walderi Braz Paschoalin (PSDB), assassinado no último dia 10. Segundo a polícia, o filho de Aquino, que é ex-PM, cumpre pena por roubo e conheceria os quatro suspeitos presos no dia da morte do prefeito.

Empresário

Na segunda-feira (20), mais uma pessoa foi presa suspeita de envolvimento na morte do prefeito. O empresário Pedro Roberto Galvão, de 43 anos, foi preso após prestar depoimento na delegacia de Jandira. Ele é dono de uma empresa que presta serviços para a prefeitura e é suspeito de tentar matar Paschoalin.

Com ele, chegam a seis o número de suspeitos presos por suspeita de envolvimento no crime.