A polícia da Austrália anunciou nesta sexta-feira (17) que desistiu de investigar o WikiLeaks por considerar que o site não infringiu a lei do país ao difundir documentos secretos da diplomacia americana.
O governo da Austrália e sua primeira-ministra, Julia Gillard, haviam afirmado há alguns dias que as atividades do WikiLeaks, fundado pelo australiano Julian Assange, eram "completamente irresponsáveis e potencialmente ilegais".
A Polícia Federal do país, no entanto, informou em comunicado que renunciou à investigação por falta de "material criminoso".
- A polícia concluiu a análise das peças disponíveis e não estabeleceu a existência de nenhum crime sancionado pela lei australiana.
Assange, que ficou preso por nove dias no Reino Unido após um pedido da promotoria da Suécia - que quer interrogá-lo por um suposto caso de crime sexual -, deixou a cadeia nesta quinta-feira (16).
O australiano pagou fiança, foi libertado em condicional e poderá aguardar em liberdade o julgamento do pedido de extradição para a Suécia, algo que pode levar meses.
Entre uma série de condições da condicional, impostas pela corte, Assange precisará usar um dispositivo eletrônico, submeter-se a um toque de recolher e se apresentar regularmente à polícia.
Site enfureceu os EUA
O site criado por Assange enfureceu os Estados Unidos ao divulgar cerca de 250 mil correspondências diplomáticas sigilosas, que causaram constrangimento a Washington e a outros governos.
Na semana passada, simpatizantes de Assange realizaram pela internet a chamada Operation Payback (operação revanche), tirando do ar os sites da Visa, da Credicard e do governo sueco, entre outros. Para os hackers, as operadoras de cartão de crédito "traíram" o australiano ao ceder à suposta pressão dos americanos e cancelar suas contas, impossibilitando o recebimento de doações.
O WikiLeaks já havia divulgado anteriormente documentos secretos dos EUA relativos às guerras no Iraque e no