A Justiça determinou, na segunda-feira (13), a transferência de Carlos Eduardo Sundfeld Nunes, de 25 anos, da Penitenciária Federal de Catanduvas para o Hospital Psiquiátrico Complexo Médico-Penal do Paraná. Nunes está preso por assassinar a tiros o cartunista Glauco Vilas Boas e o filho dele, Raoni Ornelas, em 12 de março deste ano, em Osasco, na Grande São Paulo.
Ele foi detido três dias depois do crime, ao tentar atravessar a fronteira com o Paraguai. A decisão foi tomada após laudo psiquiátrico apontar que Nunes sofre de esquizofrenia e era incapaz de entender a gravidade de seu ato.
Em laudo de exame psiquiátrico divulgado na última sexta-feira (3) pela Justiça Federal no Paraná, foi afirmado que o acusado não responde por seus atos. Isso faz com que Cadu, como o Sundfeld é mais conhecido, seja inimputável.
O juiz federal Mateus de Freitas Cavalcanti Costa, da 2ª Vara Criminal Federal de Foz do Iguaçu (PR), decretou sigilo de Justiça parcial no caso, impedindo a divulgação completa do exame. "O sigilo visa preservar a privacidade e a intimidade do acusado, de sua família e da família das vítimas e caso estes autorizem a publicização do feito, reavaliarei oportunamente esta decisão", diz despacho assinado por Costa.
Relembre
O cartunista Glauco Vilas Boas, de 53 anos, e seu filho Raoni, de 25 anos, foram assassinados na madrugada de 12 de março deste ano, em Osasco, na Grande São Paulo. O crime ocorreu em frente da chácara onde as vítimas moravam. Cadu frequentava a igreja Céu de Maria, liderada por Glauco. Em depoimento, Cadu contou ter matado Glauco por questões de desavenças religiosas.
O processo judicial ficou parado por meses porque o laudo de sanidade mental de Cadu, que é réu confesso do assassinato, atrasou. A Justiça mandou que o exame fosse realizado no dia 21 de junho deste ano. A lei determina que o documento fique pronto em dez dias, mas até agora, o laudo não foi enviado à Justiça.
Depois do crime, que aconteceu em março passado na cidade de Osasco, na Grande São Paulo, Cadu tentou fugir para o Paraguai, mas durante a fuga trocou tiros com policiais federais e foi preso. Em depoimento, ele confessou o crime. Por causa dessa reação, o caso passou a tramitar na Justiça Federal do Paraná.