Tapete tibetano marrom, cortina de voil branco, quadros em aquarela, luminárias de cristal Murano, baixela de prata para chá, orquídeas. A descrição deste ambiente poderia se encaixar perfeitamente em uma requintada sala de estar.
Trata-se, no entanto, do gabinete da Câmara que foi do deputado federal Clodovil Hernandez , morto em março de 2009.
Nos corredores da Casa, o palpite é unânime: nenhum gabinete deu mais o que falar do que o de Clodovil. Ele gastou R$ 200 mil na reforma, que teve início tão logo tomou posse, em 2007.
Na época, o texto de divulgação dizia que a sala, “como tudo o que ele faz, tem seu toque pessoal”.
Todo esse glamour, no entanto, deu lugar a um gabinete simples e em que nada lembra os tempos do costureiro. Depois da morte de Clodovil, o deputado Flávio Bezerra (PRB-CE) foi quem assumiu a sala.
Ele recolocou os móveis cedidos pela Câmara e pintou as paredes para retirar as manchas que os quadros de Clodovil deixaram, segundo uma assessora.
- Realmente o lugar era muito bonito. Mas o deputado Bezerra não manteve nada, até porque tudo o que tinha aqui era do Clodovil, por isso foi levado embora.
