Após discussões sobre a ação militar contra o crime organizado no Rio de Janeiro, durante o último final de semana, o senador Renan Calheiros (PMDB-AL) propôs nesta terça-feira, 02, em plenário, extinguir as visitas íntimas em presídios federais de segurança máxima.
A decisão foi acatada pelo governo federal para que seja evitada a figura de “pombo correio” entre os criminosos e seus advogados. Com isso evita-se que as facções criminosas comandem suas organizações de dentro dos presídios.
O senador sugeriu ainda a vídeo-conferência para audiência com bandidos perigosos, de forma a evitar o que o senador chamou de “turismo judiciário”. E reiterou: “É muito importante que Legislativo, Executivo e Judiciário aprimorem os mecanismos de combate ao crime organizado. A fragilidade de nosso sistema penal, infelizmente, abre brechas para que alguns criminosos continuem comandando seus negócios ilícitos de dentro da prisão. É uma medida de endurecimento que sugeri em plenário”, concluiu.
Oposição
Em contradição com a decisão do governo federal, a redação do CadaMinuto entrou em contato, nesta quinta-feira (02), pela manhã, com o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas, Omar Coelho, e que se mostrou contra a instalação de equipamentos de gravação de áudio e vídeo nas salas reservadas para conversa entre advogados e presos, no Brasil.
Segundo ele, a decisão é um absurdo uma vez que fere a Constituição Brasileira no tocante a quebra de sigilo profissional. Ele falou ainda que a medida não impedirá o vazamento de informações dos presos, principalmente, pela deficiência na estrutura dos presídios Brasileiros.
