A torcida do Independiente que assistiu à derrota da equipe para o Goiás por 2 a 0 no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana, em Goiânia nesta quarta-feira, poderia estar em um número um pouco maior. Segundo o diário esportivo argentino Olé, um avião com 160 torcedores do clube não saiu da Argentina.
O avião, que estava com saída prevista para às 11h30, atrasou, o que, junto com o intenso calor, irritou os argentinos. Às 13h, eles finalmente embarcaram, mas 35 minutos depois, dois torcedores começaram a brigar já dentro do avião. A tripulação, então, vetou a viagem e chamou a Polícia Aeronáutica, que fez todos desembarcarem.
Em entrevista a uma emissora local, um dos passageiros explicou o que aconteceu.
"A empresa que criou o problema. Nos fizeram esperar cinco horas, depois nos embarcaram em um avião que não tinha ar condicionado e, no fim, houve uma briga entre dois torcedores, mas nada grave, e a aeromoça saiu como se a tivessem estuprado. Declararam o voo como de alto risco e nos desembarcaram. Foi um cansaço!", disse`
Já o gerente da companhia áerea, em entrevista ao Olé, deu outra versão.
"Na quinta-feira, os torcedores do Independiente nos perguntaram se podíamos arrumar um voo. O Estudiantes sempre viaja conosco, daí veio o contato. Arrumaram o avião e esteve tudo bem. A demora foi devido à permissão para aterrisar em Florianópolis, onde faríamos escala. Quando deram a permissão, embarcamos todos e, dez minutos antes de partir, um dos torcedores, que já tinha causado confusão no aeroporto, fez uma aeromoça chorar, creio que com grosserias. Então, outro passageiro pediu para que ele se acalmasse e, ao invés de fazer isso, foi para cima dele. Se agarraram, outros 20 se meteram, e o piloto chamou a polícia. Não queria voar porque o clima estava tenso e temia que aquilo se repetisse no ar. Quando tudo se solucionou, já não dava tempo de chegar. Vamos devolver o que pagaram e o problema quem arrumou foram eles", argumentou.