Os gestores de saúde dos municípios do Agreste estiveram reunidos, durante toda da manhã de hoje (29) na sede do Conselho de Secretarias Municipais de Saúde de Alagoas (COSEMS/AL) para debaterem a situação da média complexidade naquela região. O expressivo aumento do consumo de bebidas alcoólicas e do trânsito de motos, no interior do Estado, tem acarretado em um significativo acréscimo no registro de traumas, especialmente entre os municípios que compõem a 2ª macrorregião de Alagoas.
Os traumas (média e alta complexidade) que acontecem na região do agreste alagoano são referenciados para o município de Arapiraca. Ou seja, os pacientes são encaminhados para a Unidade de Emergência Daniel Houly (UE do Agreste) ou para o Centro Hospitalar Manoel André, o Hospital CHAMA. O atual entrave diz respeito ao insuficiente quantitativo de leitos e profissionais especializados para atender à toda a demanda.
“O grande problema é, exatamente, o financiamento do Sistema Único de Saúde (SUS) em Alagoas. A atual realidade, com o alcoolismo e acidentes de trânsito, tem feito com que a demanda seja maior que o programado para alguns procedimentos, como por exemplo, ortopedia e traumatologia”, explicou o presidente do COSEMS/AL Pedro Madeiro.
O diretor-médico da ortopedia e traumatologia, do Hospital CHAMA, Gustavo Francisco Vasconcelos Nascimento, presente na reunião, deixou clara a necessidade de maior investimento para a área de trauma. “Os recursos são insuficientes para tantos munícipes a atender”, destacou. Na reunião anterior do COSEMS/AL (em 22/11/2010), o diretor-geral da UE do Agreste, José Karlisson Valeriano, também ressaltou os problemas da Unidade: “A situação é muito difícil. Precisamos de novos investimentos para atender a população de maneira mais qualificada e digna”, disse.
A secretária de saúde de Arapiraca Aurélia Fernandes e a secretária adjunta de saúde de Alagoas Júlia Levino estiveram presentes no encontro de hoje, buscando encaminhamentos conjuntos para solucionar a questão. “Necessitamos rever a PPI (Programação Pactuada Integrada) para que os recursos da saúde de Alagoas sejam melhor distribuídos e otimizados”, analisou Júlia Levino.
Ao final da reunião, ficou estabelecido que a PPI será reprogramada e, conseqüentemente, repactuada, em reunião da Comissão Intergestores Bipartite (CIB), instância representativa legal do Estado e dos Municípios. “Dessa maneira, esperamos superar os percalços pelos quais a saúde pública alagoana vem passando. Restando observar que não houve quaisquer irregularidades por parte da Secretaria Municipal de Saúde de Arapiraca”, acrescentou o presidente Pedro Madeiro.
A deputada federal eleita Célia Rocha, também esteve presente no COSEMS/AL, e enalteceu as resoluções: “O SUS é apartidário. Somente juntos podemos avançar na saúde pública em nossa querida Alagoas”, disse.
