Os cerca de 800 militares da Brigada de Infantaria Paraquedista já estão sendo distribuídos no entorno dos complexos de favelas do Alemão e da Penha, na zona norte do Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (26). O governo do Rio de Janeiro anunciou que uma tropa do Exército vai se posicionar nos acessos da Vila Cruzeiro - morro tomado na última quinta-feira (25) pelo Bope - e do Complexo do Alemão. A tropa vai contar com o apoio de policiais militares e federais.
O secretário de Segurança Pública, José Mariano Beltrame, explicou a necessidade da operação.
- Depois de fazer a entrada [na Vila Cruzeiro], há a necessidade de que toda a região tenha seus acessos controlados.
O Comando do Exército admitiu que vai reagir caso seja atacado por traficantes durante operação. O general Adriano Pereira Junior afirmou em entrevista à imprensa na tarde desta quinta-feira que o perímetro da operação pode ser estendido. Entretanto, o secretário Beltrame não quis informar se o complexo do Alemão será tomado.
Ao menos 60% dos militares convocados já atuaram no Haiti. O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou que os militares que integrarão a operação não são recrutas. A definição de como a tropa vai agir será do Estado. Entretanto, militares podem reagir se houver confronto.
Um dos grupos está em quatro caminhões, um blindado e duas motocicletas. Todos os militares estão armados com fuzis. Os homens do Exército devem ser distribuídos em pelo menos 40 pontos diferentes, coordenados pelo coronel Marcus Jardim, chefe do 1º Comando de Policiamento de Área, da PM, responsável pelo policiamento em grande parte da capital.
Os militares compõem um batalhão da Brigada, mas o Exército informou que os outros dois batalhões também podem ser usados, o que pode resultar em um reforço de 2.400 homens. O Exército se posicionará nos acessos da Vila Cruzeiro e Alemão.