Ocupada desde quinta-feira (25) pelo Batalhão de Operações Especiais (Bope), a Vila Cruzeiro, na Penha, na Zona Norte do Rio, continua sem alguns serviços públicos nesta sexta-feira (26). Entre eles, o fornecimento de luz e a coleta de lixo.
A Light, companhia responsável pelo fornecimento de energia elétrica na região, informou em nota divulgada à imprensa que “em algumas ocorrências verificadas nas últimas horas, a empresa tem tido dificuldades de acesso para reparo da rede elétrica”.
Ainda segundo a empresa, as equipes estão orientadas para restabelecer a normalidade no atendimento e no fornecimento de energia elétrica. “Os funcionários aguardam condições que permitam efetuar os consertos e substituições dos equipamentos com segurança.”
A Comlurb, responsável pela coleta de lixo, também informou através de nota que o serviço segue suspenso na região da Vila Cruzeiro. De acordo com a companhia, “além da preocupação da empresa com a segurança dos garis e motoristas, o bloqueio dos acessos às comunidades em conflito impede a entrada dos veículos e trabalhadores”.
Movimento nos trens, metrô e barcas é menor
De acordo com as concessionárias que operam os serviços no estado, trens, barcas e metrô registraram queda no movimento pela manhã desta sexta (26).
Segundo a SuperVia, aproximadamente 10 mil pessoas deixaram de pegar os trens até as 9h. No metrô, a sensação é de queda no número de usuários nesta sexta (26). E nas barcas, devido ao baixo movimento, não houve necessidade de viagens extras.
Incêndios em ônibus representam prejuízo de R$ 92 milhões
De acordo com levantamento feito pela Fetranspor, até a tarde de quinta-feira (25), 15 ônibus foram incendiados. Os veículos valem entre R$ 250 mil e R$ 300 mil, dependendo do modelo. Nos últimos dez anos, 883 ônibus foram alvos de vandalismo (fogo e depredação) no Rio, o que representa um prejuízo de aproximadamente R$ 92 milhões.
Segundo a Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor), todas as empresas de ônibus estão orientadas a colocar toda a frota nas ruas. Mas usuários nos pontos, principalmente na Zona Sul, reclamam da demora provocada pela diminuição de ônibus circulando pela cidade.