Psquisadores da Universidade Guarulhos - UnG, na Grande São Paulo, farão na próxima terça-feira (30) uma mesa redonda para debater os impactos ambientais do traçado do Trecho Norte do Rodoanel.

O evento é aberto à participação da comunidade, e terá como debatedores os geólogos e professores do Mestrado da UnG, Antonio Manoel de Oliveira, Márcio Roberto Andrade e Antonio Roberto Saad, o arquiteto e mestre em engenharia civil e urbana, Renato Tagnin, e o geólogo Delmar Mattes.

Obra polêmica
Apesar de apontado pelo governo do estado como solução para a melhoria no trânsito da capital paulista, a polêmica quanto aos impactos socioambientais dessa obra, orçada em R$ 5,3 bilhões, crescem a cada dia. Isto porque o traçado, de 44 quilômetros, se tiver sua licença aprovada, deverá passar entre a Serra da Cantareira e a mancha urbana da região. O resultado é que irá gerar desmatamentos e desapropriações – a previsão é que cerca de 2.800 imóveis residenciais, industriais e rurais em Guarulhos, São Paulo e Arujá sejam desapropriados.

A análise do seu traçado mostra que quase 100 hectares de mata nativa deverão ser tomadas pelas pistas do Rodoanel. Segundo os pesquisadores da UnG, só em Guarulhos, por exemplo, a região delimitada por lei para a implantação da Área de Proteção Ambiental do Cabuçu-Tanque Grande, sofrerá intenso impacto socioambiental, caso o traçado proposto pela Dersa Desenvolvimento Rodoviário, que está à frente do projeto, venha a ser aprovado.