O número de novas infecções pelo vírus HIV caiu 19% no mundo entre 1999, o ano em que a doença atingiu seu pico, e 2009. Cerca de 2,6 milhões de pessoas foram infectadas pelo vírus da Aids no ano passado, contra 3,1 milhões dez anos antes. De acordo com dados do Unaids (Programa das Nações Unidas para HIV/Aids) divulgados nesta terça-feira (23), 33,3 milhões de pessoas vivem com a doença atualmente, sendo que praticamente a metade (15 milhões) vivem em países em desenvolvimento.

Michel Sidibé, diretor executivo do Unaids, diz em comunicado que "nós paramos a epidemia e começamos a revertê-la", mas "ainda não estamos na condição de dizer que a missão está cumprida".

– Menos pessoas estão sendo infectadas pelo HIV e estão morrendo de Aids. Nós devemos ficar orgulhosos por esse sucesso e pelo potencial que temos no futuro.

A presença do HIV entre os jovens dos 15 países mais afetados pela epidemia caiu 25%, graças à adoção de práticas sexuais mais seguras. No entanto, dos quase 15 milhões de infectados que vivem em países em desenvolvimento, só 5,2 milhões recebem tratamento, o que resulta em um cenário no qual 10 milhões de pessoas no mundo não têm acesso aos antirretrovirais.


Por outro lado, apenas em 2009, 1,2 milhão de pessoas obtiveram antirretrovirais pela primeira vez, um aumento de 30% em relação a 2008, o maior crescimento em um só ano. A ampliação do tratamento antirretroviral contribuiu para a redução no número de mortes pela doença: foram 1,8 milhão no ano passado, contra 2,1 milhões em 2004, quando a Aids matou mais pessoas na história.

Desde o início da epidemia, mais de 60 milhões de pessoas foram infectaram com o vírus da Aids e cerca de 30 milhões morreram por causas ligadas à doença.

No entanto, o relatório realizado pela agência das Nações Unidas para a Aids aponta que em 2009 foram investidos R$ 27,5 bilhões (US$ 15,9 bilhões) no mundo para pesquisas relacionadas à doença, menos do que os R$ 46,3 bilhões (US$ 26,8 bilhões) necessários para 2010.