A decisão do governo da Alemanha de aumentar as medidas de segurança nesta semana foi tomada devido à descoberta de planos de ativistas para invadir o Parlamento e atirar em reféns, segundo reportagem da revista semanal alemã Der Spiegel, divulgada neste sábado (20).

O texto cita autoridades de segurança da Alemanha, que afirmam que um ativista que vive no exterior informou, em ligações telefônicas recentes, sobre um plano para que homens armados entrem e abram fogo no Parlamento, que fica no centro de Berlim. A revista informou que a polícia considera a informação confiável.

A Agência Federal de Crime da Alemanha não tinha comentários imediatos sobre a reportagem.

A informação, disse a revista, fez as autoridades anunciarem um aumento de segurança na quarta-feira (17), especialmente em lugares públicos como aeroportos e estações de trem. O ministro do Interior alemão, Thomas de Maiziere, disse na quinta-feira (18) que as autoridades estão preparadas contra ameaças de um ataque armado, como o que matou 166 pessoas na cidade de Mumbai (Índia) em 2008.

O edifício do Parlamento tem forte importância simbólica na Alemanha. Em 1933, um incêndio criminoso no local destacou as medidas nazistas para assumir o controle completo do país. A imagem do soldado soviético colocando uma bandeira vermelha sobre suas ruínas, em 1945, é considerado por muitos o fim da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).

O prédio foi formalmente restaurado, junto com o Poder Legislativo alemão, pouco após a reunificação de 1990, e é visitado diariamente por centenas de pessoas que caminham por sua abóbada de vidro e observam os debates.

O ativista, de acordo com a Der Spiegel, disse que o grupo seria composto de até seis pessoas. Duas já haviam chegado a Berlim e outros quatro, incluindo um alemão, um turco e um norte-africano, estariam a caminho.

A Alemanha mantém um contingente de forças no Afeganistão e já foi alvo de ameaças em sites de grupos extremistas.