O presidente venezuelano, Hugo Chávez, afirmou neste domingo que o governo dos Estados Unidos pediu a extradição do suposto traficante venezuelano Walid Makled, detido na Colômbia e também solicitado por Caracas, para atacar seu governo e a chamada "revolução bolivariana". "O império pretende que Makled seja extraditado aos Estados Unidos", escreveu o presidente da Venezuela em seu artigo dominical "Las Líneas de Chávez".

"Washington quer usá-lo para que vomite todo tipo de acusações contra a Revolução Bolivariana, contra sua liderança política e militar, e assim incluir a Venezuela na lista negra de países que apóiam o narcotráfico", completou Chávez. "A canalha midiática, nacional e internacional, vem posicionando a imagem da Venezuela como um Estado delinquente, obedecendo à estratégia imperial de criar as condições para uma intervenção militar", afirma ainda.

Segundo Chávez, o objetivo é levá-lo à Corte Penal Internacional. "Fracassarão: não vão poder reeditar o trágico cenário do Panamá em 1989", disse o venezuelano, em referência à invasão americana a este país.

Nesta semana, o presidente colombiano, Juan Manuel Santos, afirmou que deu a palavra a Chávez sobre a extradição a Caracas de Mackled, que é acusado na Venezuela de homicídio, narcotráfico e lavagem de dinheiro. Makled, detido em agosto na Colômbia, já citou uma suposta proteção militar da qual teria desfrutado na Venezuela e o pagamento de subornos milionários a altos funcionários do governo.

As acusações foram negadas pelo governo Chávez, mas Makled deu a entender que possui provas.