Gabinete Civil, Planejamento, Saúde , Defesa Social ou mesmo a criação de uma secretaria de articulação política, ninguém sabe para onde ele vai, mas o certo é que o ainda vice-governador José Wanderley terá um papel de destaque na próxima gestão do governo Téo Vilela.

Considerado publicamente o “vice dos sonhos” pelo próprio governador, José Wanderley teve papel fundamental para abrandar as principais crises da primeira gestão do governo tucano e hoje passa por uma situação peculiar. Integrante do PMDB de Renan Calheiros ele é desejado por pelo menos quatro legendas, mas só sairá do partido se houver uma movimentação do próprio senador, de quem ainda considera amigo.

Um destes convites, conforme apurado pelo Cadaminuto, partiu do governador de Pernambuco Eduardo Costa, para que ele entrasse no PSB, mas Wanderley percebeu a tempo que iria cair de pára-quedas no meio de uma briga entre Born e Carimbão pela disputa da legenda.

Wanderley enfrentou durante quatro anos a desconfiança dos tucanos próximos ao governador e hoje sofre justamente por ter conquistado a confiança do mais importante dos integrantes do PSDB no Estado, o próprio Téo Vilela.

“Todos sabem que o início da formação do novo secretariado se dará após a reunião que o governador terá com José Wanderley esta semana. A partir da definição de onde ele estará, o resto da estrutura será montada”, explicou um assessor de Téo.

Durante a semana passada o nome de Wanderley foi vinculado à Defesa Social, o que irritou os mais próximos ao vice-governador. “Está claro que esta notícia foi plantada por um assessor tucano com intenção de queimar o doutor”, explicou um amigo próximo do pemedebista.

O próprio médico sabe que além do “fogo amigo” enfrentará artilharia pesada nos próximos meses. Ele é o favorito de Téo para a disputa da prefeitura de Maceió daqui a dois anos, mas se quiser mesmo ser candidato tem que enfrentar internamente o nome de Givaldo Carimbão que desde já não esconde a intenção, de ser ele, o candidato do governo a prefeitura de Maceió.

Independente de candidatura política o silêncio de Téo Vilela indica que ele próprio escolherá com “mãos de ferro” seus secretários para o segundo mandato e Wanderley está em um grupo que conquistou a confiança do governador durante os primeiros quatro anos, no qual se inclui ainda o secretário de infra-estrutura e coordenador da campanha, Marcos Fireman, o secretário da saúde Hebert Motta e o da Indústria e Comércio, Luiz Otávio Gomes.

Outra meta defendida por Wanderley não será fácil de ser alcançada. Ele não esconde de ninguém que tentará reaproximar Téo de Renan, mas aí neste caso as feridas da campanha ainda estão muito expostas e mesmo nas mãos de um cirurgião habilidoso esta costura parece estar distante de acontecer.

Veja também:Programe-se: corrida pela compra de passagens aéreas