A anã Kênia Rio mede 1,23 m e é presidente da Associação de Nanismo do Rio, que reúne mais de 300 anões.

Ela faz palestras pelo país e já esteve até com o presidente Lula.

Kênia fala da luta para vencer o preconceito e propõe um tratamento mais politicamente correto para os anões no país.

"Meu pai era anão. Foi o primeiro da família com o problema, já que meus avós e tios eram altos. Quando se casou com uma mulher de estatura normal, teve três filhos, todos anões. Dizem que se o pai ou a mãe tem nanismo, há 50% de chance de o filho ter o mesmo problema. A matemática nem sempre funciona. Infelizmente temos poucos médicos que estudam isto. Eu e meus dois irmãos nos casamos com pessoas de estatura alta. Os três filhos que tivemos nasceram com nanismo. Nossa família está na terceira geração. Nem sempre é fácil para um anão lidar com sua deficiência. Só fui lidar melhor com isso adulta. Aos 22, grávida, fiquei apreensiva e torcia para que meu filho não fosse anão. Mas o medo também era imaturidade. Hoje meu filho está aí, bem empregado e faz faculdade de direito. Se tivesse 20 filhos anões não teria problema nenhum. Sempre digo que ele precisa ser o melhor. Se ele for o melhor, ou chegar próximo disso, terá mais oportunidades de escolhas profissionais e de relacionamento."