Após dois dias de reuniões, os países que formam o G20 se comprometeram nesta sexta-feira a evitar a chamada “guerra cambial” e a fortalecer a cooperação internacional para reduzir os desequilíbrios globais.
Na prática, porém, nenhuma ação concreta foi anunciada pelo líderes das maiores economias do mundo que se encontraram em Seul, na Coreia do Sul. Dessa forma, espera-se que os países adotem medidas protecionistas unilatertais para se proteger.
O debate sobre as intervenções para desvalorizar as moedas e estimular as próprias exportações se intensificou na semana passada, após a decisão do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de injetar US$ 600 bilhões nos próximos meses no mercado financeiro.
O UOL Economia repercutiu as conclusões da Cúpula do G20 com entrevistas ao vivo, gravadas em estúdio, com o advogado especializado em comércio internacional Eduardo Matias, a gestora de investimentos e doutora em História Econômica Claudia Kodja, o economista da Gradual Investimentos, André Perfeito, o colunista do UOL em Paris, Luiz Felipe de Alencastro, e o jornalista da Folha de S.Paulo Clóvis Rossi, que cobriu as reuniões do G20 em Seul.