Uma reunião da executiva estadual do PDT em Alagoas definiu por unanimidade que o partido que teve como candidato ao governo Ronaldo Lessa fizesse, a partir de hoje, oposição à administração do prefeito Cícero Almeida, em Maceió
O partido fazia parte da base de Almeida e até tinha indicado um secretário, o economista Arnobio Cavalcante, atualmente na Saúde, que apesar da polêmica pode continuar no governo, por ter conquistado a confiança do prefeito.
As críticas ao atual prefeito de Maceió, que já fez parte do PDT, fizeram a tônica do encontro, mas outros prefeitos do partido, que também apoiaram Téo deverão ser punidos e seus casos foram encaminhados para a Comissão de Ética, que deve decidir pela expulsão dos envolvidos.
O partido comanda três secretarias na administração municipal: articulação política, com Pedro Alves, e geração de emprego, renda e economia solidária, além da saúde, com Arnóbio Cavalcanti. “Caso queiram permanecer secretários terão de deixar o partido”, disse o presidente licenciado do PDT, Ronaldo Lessa. Candidato ao governo pela Frente Popular por Alagoas, Lessa não teve apoio de Almeida, que preferiu fazer campanha para o tucano Téo Vilela.
O partido decidiu também afastar dos seus quadros os detentores de mandato que optaram por Vilela contrariando o estatuto da organização: “vamos seguir a lei e pôr em prática o regimento interno; aqueles que não foram fiéis serão expulsos”, afirmou Lessa. A decisão, contudo, não será unilateral: todos terão amplo direito de defesa.
Ronaldo Lessa disse ainda que manteve contato com liderança de vários partidos com intuito de formar uma Frente de Oposição em Alagoas: “ficou claro que quase metade do eleitorado não concorda com o modelo de governo que está aí tocado pelos tucanos e pelos usineiros. Vamos formar uma frente de oposição ao governo estadual.
