Uma empresa florestal argentina denunciou a invasão de um grupo de 50 militares do Exército boliviano em território argentino, além do roubo de máquinas agrícolas e outros bens com valor superior a US$ 50 mil.
O chanceler argentino, Héctor Timerman, considerou que o fato é "inaceitável e inadmissível", e assegurou que já entrou em contato com seu par boliviano, David Choquehuanca, para que "tome medidas".
O gerente da empresa Volcán SA, Sergio Mazzone, comunicou nesta sexta-feira que os militares bolivianos agrediram e ameaçaram prender os funcionários do empreendimento florestal Polvaredal, situado na província de Salta, fronteira com a Bolívia.
"O grupo vestia o uniforme do Exército da Bolívia e no comando de uma pessoa que se identificou como coronel Willy Gareca", assegurou o gerente a uma emissora de rádio de Buenos Aires.
"Eles dizem que nós estamos em território boliviano, mas os documentos e os mapas dizem que é Argentina", apontou Mazzone.
O executivo disse que o episódio ocorreu no dia 26 de outubro e que a empresa prestou queixa na delegacia federal da cidade de Oran, além de apresentar o caso perante o Ministério dos Exteriores argentino.
O advogado da empresa Julio Chávez, avisou que ainda não recebeu resposta das autoridades e que o empreendimento suspendeu as atividades até que seja esclarecido o assunto na Justiça.