Especialistas gregos em desarmamento detonaram de forma controlada um pacote-bomba destinado à embaixada da França em Atenas, nesta quinta-feira. Desde a última segunda, a polícia grega localizou 14 pacotes-bomba sem que nenhuma organização tenha assumido a autoria das ações. Como medida de segurança, o governo mandou suspender até sábado todos os envios postais ao exterior a partir dos aeroportos do país.

A explosão foi realizada na parte exterior do prédio de uma empresa de correspondências, no bairro ateniense de Kalithea, e ninguém ficou ferido. Segundo as autoridades, mais três pacotes suspeitos foram identificados em outra empresa, a 30 quilômetros de Atenas.

Em Paris, o porta-voz da chancelaria francesa, Bernard Valero, informou que o pacote havia sido devolvido pela embaixada. Ele disse que as "condições" nas quais o objeto chegou à representação diplomática eram suspeitas, mas não deu mais detalhes. As primeiras informações da polícia indicam que o pacote tinha como remetente um estrangeiro pertencente ao arcebispado ortodoxo de Atenas.

Dois homens detidos na última segunda-feira, após o primeiro incidente que deixou uma pessoa levemente ferida na Grécia, compareceram diante de um promotor para prestar esclarecimentos. Um dos pacotes-bomba desativado na ocasião estava endereçado ao presidente francês, Nicolas Sarkozy. As autoridades buscam ao menos outros cinco suspeitos de envolvimento nesta onda de ataques.

Terror - Vários países do mundo foram alvo de ameaças terroristas nos últimos dias. Autoridades interceptaram pacotes-bomba enviados à chanceler alemã, Angela Merkel, ao primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi e a sinagogas nos Estados Unidos.