O governador reeleito de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), defendeu nesta quinta-feira a recriação da CPMF. "Depois que acabou a CPMF, eu não vi baixar preço de nada. O subfinanciameno da saúde no Brasil chega a 51 bilhões de reais hoje", afirmou. As queixas sobre a falta de recursos para a saúde são endossadas pelo governador eleito do Espírito Santo, Renato Casagrande (PSB): "O financiamento da saúde tem que aumentar, porque há uma necessidade". Ele, no entanto, ressaltou que a discussão deve se dar num contexto de reforma tributária.
Cid Gomes (PSB), governador reeleito do Ceará, tem outra sugestão: "Eu apoio criação da CSS, que tabém seria destinada à saúde mas tem uma alíquota menor". As declarações foram dadas antes de uma reunião de lideranças do PSB, na capital federal. O partido, que ganhou musculatura nas últimas eleições, deve pleitear uma fatia maior de poder no governo de Dilma Rousseff. Hoje, a legenda controla apenas um ministério, o da Ciência e Tecnologia.
OAB repudia CPMF -Também nesta quinta, a Ordem dos Advogados do Brasil emitiu uma nota repudiando a proposta de retomada da CPMF. "Jogar novamente no colo da sociedade a responsabilidade pela saúde, enquanto a máquina pública só aumenta seu gigantismo, é preocupante", afirma, no texto, o presidente da OAB, Ophir Cavalcante.
A presidente eleita Dilma Rousseff havia afirmado, em entrevista coletiva, que não iria propor ao Congresso a recriação da CPMF.