Três horas após ser confirmado como governador por mais quatro anos em Alagoas, Teotônio Vilela Filho já recebeu o primeiro pedido de um deputado eleito para ter direito a uma fatia, no próximo governo do tucano, e assim vem acontecendo desde domingo.

Teotônio Vilela já explicou que o próximo governo será uma nova gestão e o Cadaminuto trouxe uma matéria ontem que indicava que as pastas da Saúde, Educação, Segurança Pública, Finanças e Detran seriam inegociáveis, mas não é assim que pensam alguns dos aliados.

O Detran, o Ipaseal, algumas diretorias da Secretaria de Saúde e da Educação, o Ideral, a criação das secretarias do Esporte e da Mulher, a secretaria de Agricultura e até mesmo a Intendência Penitenciária estão entre os pedidos mais expressivos, que chegaram ao núcleo duro do próximo governo, formado por Alvaro Machado, Luiz Otávio Gomes, Marcos Fireman e Sergio Moreira.

No seu segundo mandato, em tese, Téo não vai ter que adequar correligionários de Renan Calheiros, Ronaldo Lessa e até mesmo Antonio Albuquerque, que no final da campanha se distanciou do governador, mas quer ter um “controle” maior sobre a Assembleia Legislativa, e aí é que está o problema.

Na luta pela presidência da Casa de Tavares Bastos o grupo de deputados do PSDB que está sendo aglutinado pelo atual presidente, Fernando Toledo fala abertamente que os parlamentares que fizerem parte terão “boas indicações” para fazer no próximo secretariado, e esta posição irritou alguns dos integrantes do governo.

Novos e velhos aliados têm posturas diferentes em relação aos cargos, enquanto o senador Benedito de Lira disse claramente que espera uma participação “efetiva” do PP no governo. O ainda vice-governador José Wanderley nada pediu e ainda deixou o governador a vontade, ao dizer que não quer assumir a Secretaria da Saúde.

A verdade é que pelo menos em primeiro plano a intenção de Téo e do PSDB é que os principais cargos estratégicos do primeiro escalão sejam indicações diretas do governador. Eles não querem repetir os erros da primeira gestão, onde ficaram sem controle por um bom tempo de pastas estratégicas como a Infra-Estrutura, Educação e Saúde. O problema vai ser conter o apetite dos amigos.