Os hospitais públicos e privados do Rio já notificaram 43 casos de pacientes infectados pela superbactéria Klebsiella pneumoniae carbapenemase (KPC) entre janeiro e outubro deste ano. Apenas neste mês houve 14 notificações. Em 2009, houve 32 casos, o que representa um aumento de 35%.
De acordo com o superintende de Vigilância Ambiental e Epidemiológica, Alexandre Chieppe, o aumento de notificações pode ser resultado do alerta da Secretaria Estadual de Saúde para a obrigatoriedade de informar sobre qualquer suspeita. Ainda segundo Chippe, três mortes de pacientes que estavam internados em estado grave por outras doenças e apresentaram resultado positivo para KPC estão sob investigação.
Cuidados básicos
Segundo o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba, João Medeiros, lavar as mãos com frequência e usar álcool gel em procedimentos hospitalares diários são essenciais para evitar a contaminação pela superbactéria KPC.
Medeiros disse ser necessária uma campanha educativa sobre o uso racional de antibióticos, pois o uso abusivo do medicamento torna as bactérias mais resistentes. "É preciso que haja um controle maior. E a população precisa tomar consciência (sobre o uso indiscriminado de antibióticos)", afirmou.
O médico disse ainda que a KPC está restrita ao ambiente hospitalar, por isso não há risco de ser encontrada em outros locais. Nesta terça, o Diário Oficial da União publicou uma resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que torna obrigatório o uso de álcool (líquido ou gel) para higienização das mãos nas unidades de saúde de todo o País.
O produto também deverá ser colocado em salas onde há atendimento de pacientes. O uso do álcool gel a 70% será obrigatório nos estabelecimentos públicos e particulares, que terão 60 dias, a partir desta sexta-feira, para o cumprirem da norma. O uso do produto, porém, não dispensa a lavagem das mãos.