O único debate realizado no segundo turno dessas eleições, na última quinta-feira (28), na TV Gazeta foi marcado por ofensas e acusações entre os candidatos ao governo, Ronaldo Lessa (PDT) e Teotônio Vilela (PSDB). Umas das questões citadas durante o embate foi a geração de empregos em Alagoas, com a chegada de novas indústrias. O picolé caseiro Caicó foi o assunto que ficou entre os 10 mais abordados no ranking trendsmap, que está relacionado a termos usados na rede social twitter.
Simultâneo ao debate, o Cadaminuto promoveu mais uma vez, por meio da rede social, um fórum de discussão, no qual os internautas opinaram livremente sobre seus candidatos, por meio de uma hastag - símbolo # seguido por um nome que identifica correntes de postagens. Com isso, #debateal foi a mais usada no twitter alagoano e Lessa e Vilela também aproveitaram a ferramenta para incrementar a campanha ás vésperas do segundo turno.
A Caicó chegou em Alagoas na época em que Ronaldo Lessa foi governador e no debate, ele afirmou que incentivou o pequeno comerciante e o microempresário, com projetos como o micro-crédito, acusando Vilela de falar do empreendimento com desdém e trazer para o Estado indústrias que não resolvem o problema do desemprego, por causa da mecanização, que acarreta a falta de mão-de-obra.
A reportagem entrou em contato com José Guilherme de Lima, 45, proprietário da fábrica do picolé Caicó, que há 11anos funciona em Maceió. Ele contou que quando chegou ao Estado não contou com nenhum apoio ou incentivo fiscal. A fábrica começou no Rio Grande do Norte, a partir de uma sociedade que ele tinha com o irmão e na capital alagoana emprega oito pessoas com carteira assinada, além de vendedores externos que recebem por comissão.
“Somando os vendedores, acho que são 100 pessoas trabalhando pela empresa. Os funcionários fixos atuam na fabricação do picolé e há os vendedores externos, que ficam nas ruas, com os carrinhos e só nos pagam o que vendem. O horário não é fixo e todo tipo de gente trabalha com isso, do jovem ao idoso. É tudo feito dentro da legalidade”, informou Lima.
O empresário afirmou ainda, ser neutro em relação à política local, lamentando ter sofrido perseguição quando começou a vender o picolé em Alagoas. “Não quero falar sobre essas coisas, porque fazem parte do passado. Os políticos ganham e a gente continua esquecido. Mas, não tenho do que reclamar, as vendas são promissoras e é aqui que vivo com minha família”, pontuou.