Como já era esperado o único debate entre os candidatos ao governo de Alagoas, realizado na noite de hoje na TV Gazeta, foi marcado por acusações fortes e brigas intensas entre Teotônio Vilela e Ronaldo Lessa.
Durante cinqüenta minutos as propostas ficaram de lado e as provocações de parte a parte tomaram quase todo o tempo do debate.
Téo e Lessa se digladiaram sobre temas como Operação Navalha, Educação, Servidores Públicos , Industria e Desenvolvimento.
Veja abaixo os principais momentos do debate:
1.Bloco
O debate já começou quente quando Ronaldo Lessa iniciou sua fala dizendo que Téo maltratou os servidores públicos. Téo respondeu que quando assumiu o Governo, procurou o Tesouro Nacional. "As contas de Alagoas estavam muito desorganizadas, tinha inadimplência com os municípios".
As farpas não pararam. Ronaldo citou Luiz ABilio e disse que as obras de Téo eram ficção. Já Vilela chamou Lessa de autista, dizendo que o ex-governador só via o que queria.
2.Bloco
No segundo bloco a discussão sobre a Operação Navalha tomou conta do debate. Lessa disse que foi indiciado, mas Téo é que era réu. Vilela respondeu dizendo que Lessa era réu e que ele iria processar Lessa por ter mentido.
As acusações não pararam e Lessa chegou a dizer que Téo se juntou a um delegado da PF para trocar a não acusação por parte da Assembleia Legislativa por cargos. Téo disse que Lessa tinha 56 processos.
3. Bloco
Nas impressões finais o clima foi mais ameno. Lessa se identificou como candidato dos mais humildes e Téo disse que fez um governo sério e sem corrupção.
Candidatos reclamam do pouco tempo
Ao contrário da chegada, os dois candidatos ao Governo do Estado, Ronaldo Lessa (PDT) e Teotônio Vilela Filho (PSDB), saíram do debate com impressões bem parecidas: “O espaço não foi suficiente”. Tanto o tucano quanto o pedetista reconheceram que o formato do debate compromete a discussão das propostas, mas daria para o eleitor definir o seu voto.
Lessa por sua vez, estava jogando a cartada da eleição. “Não falei da mortandade de gente que assola o estado. Tantos pontos que poderiam ser discutidos, levantados. É uma pena ser um espaço de tempo tão curto”, lamentou. Por outro lado, a partir de agora, o pedetista segue até domigo (31) quase sem espaço no televisão e no rádio, por conta de direitos de resposta. Neste sentido, ele reconhece que foi ao ataque.
“Isso por causa do nosso Tribunal [Regional Eleitoral (TRE)]. Depois que veio essa onda de nepotismo, fica complicado lidar com lisura nesse processo eleitoral”, disparou o ex-governador. Ao deixar o estúdio, Ronaldo Lessa se dirigiu a uma sala com seus assessores. À portas fechadas, eles discutem o debate como um todo e qual será a estratégia até o dia da votação.
Téo Vilela, por sua vez, saiu um tanto quanto mais tranquilo. Em entrevista exclusiva ao Cada Minuto, ele revelou que o debate é sempre um formato muito estreito.
“Sempre fica a desejar. Mas o eleitor, certamente, conseguiu definir seu candidato”, profetiza. Agora, com relação ao seu adversário, o tucano confessa: “Tive que segurar um pouco, se fosse entrar nas provocações dele, esse estúdio viraria um ringue”, conclui o atual governador.


