A professora de 33 anos que foi presa na madrugada desta quarta-feira (27) em Realengo, zona oeste do Rio de janeiro, confessou em depoimento à polícia nesta manhã que manteve relações sexuais com uma aluna de 13 anos. Com matrículas nas redes municipal e estadual de ensino, ela também é suspeita de abusar de outra adolescente, desde agosto. Juntas, as três mantinham encontros em motéis da zona oeste carioca.

A polícia chegou até a professora após a mãe de uma das meninas procurar a Delegacia de Realengo (33ª DP), na tarde de terça-feira (26), para denunciar o desaparecimento da adolescente desde segunda-feira (25). Os agentes verificaram que já havia um registro de desaparecimento da vítima em agosto, mas que foi arquivado porque a menina apareceu, como contou o delegado Ângelo Lages.

- Iniciamos as diligências e fomos até a casa da professora, a principal suspeita. O marido dela informou que ela também não aparecia em casa desde então. Os policiais fizeram buscas na região por 11 horas até localizar a professora na casa da mãe dela, na localidade Barata, em Realengo, na zona oeste, por volta das 4h. Ela havia deixado a menina perto dali, sozinha. Encontramos a adolescente meio perdida, andando pela rua.

A professora admitiu que mantinha relações com a jovem desde maio. As duas costumavam passear de carro pela cidade e se encontravam em motéis. Elas chegavam a parar em praças e ficavam namorando dentro do carro, de acordo com o depoimento da presa.

Segundo o delegado, a professora foi autuada em flagrante pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de vulnerável e pode pegar de 15 a 30 anos de prisão.

Diretor de escola também é investigado

O diretor da escola onde a professora dava aulas também é investigado pela polícia. Isso porque, em agosto, ele transferiu a suspeita da escola Municipal Rondon, em Padre miguel para a escola Mario Casa Santa, em Magalhães Bastos.

O delegado acredita que ele tenha sido alertado pela mãe da adolescente sobre o caso e dediciu por afastá-la da jovem, em vez de comunicar o caso à polícia. Ele deverá ser ouvido até o fim da semana.

Em depoimento, a professora disse ainda que pretendia largar o marido, assumir o relacionamento e morar com a adolescente,caso a mãe dela, que também é homossexual e mantém um relacionamento com outra mulher, permitisse.

Ao saber da homossexualidade da professora, o marido dela chorou muito. Já a mãe da suspeita chegou a passar mal quando soube o motivo da prisão da filha.

Apesar de a adolescente não ter sido obrigada pela professora a ir aos encontros, ela disse que não queria mais se encontrar com a suspeita, mas se sentia intimidade por ela ser sua professora.