Falta menos de uma semana para que se defina quem será o próximo governador de Alagoas, mas além de momentos de baixaria, troca de acusações e embates sobre quem teria feito o melhor governo a campanha evidenciou um fato a Policia Civil e a Militar estão rachadas.

O encontro da última semana entre o candidato Ronaldo Lessa com os sindicatos e associações militares no Clube Fênix Alagoano deixou claro que a renovação da direção das duas instituições (Policia Civil e Militar) empreendidas no governo Téo Vilela deixou marcas que demorarão a ser sanadas.

Na Policia Civil os delegados da “velha guarda” que antes estavam com Collor no primeiro turno se uniram ao Sindpol e ao grupo comandado por Robervaldo Davino, ex-diretor da PC no governo Lessa com o objetivo de apoiar o ex-governador e conseqüentemente reconquistar a direção da instituição, hoje nas mãos do grupo de Marcilio Barenco, José Edson e os delegados da nova geração.

O Cadaminuto ouviu quatro delegados e eles confirmaram que a campanha acirrou o clima de guerra interno existente entre os dois grupos.

“Existe um boicote deliberado de determinados delegados ao comando existente, e há um receio de expor estas insubordinações por conta do clima político” explicou um delegado ligado ao grupo de Barenco.

Durante o encontro com Lessa era fácil identificar os alvos do grupo dos “antigos” e se o governo Teotônio Vilela conseguir a reeleição a receita para melhora esta situação já foi dada.

“O governador tem que fazer um novo concurso, pois além de aumentar o efetivo dará uma “arejada” e uma “renovada” ainda maior na instituição” explicou o delegado.

Na Policia Militar a divisão é ainda mais evidente, grande parte dos comandantes que detinham “grandes poderes” na época de Lessa fazem campanha ostensiva a favor do candidato, o mesmo ocorrendo com os militares ligados ao atual comando, que estão em um grupo menor.

“É briga de poder mesmo, cada grupo sabe que os dois candidatos divergem muito sobre a forma de se gerir a Segurança, e resolveram se engajar pelo candidato que classificam como melhor” explicou um coronel.

O episódio deste fim de semana onde uma guarnição da PM prendeu um assessor de campanha do governador após uma denúncia que depois não foi confirmada na PF, ilustra bem o que pode acontecer nos próximos dias durante a campanha.