O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) ajuizou uma ação na Procuradoria Regional Eleitoral (PRE) solicitando que o Ministério Público Federal (MPF) proíba o Instituto Gazeta de Pesquisas e Estatísticas (GAPE) de realizar qualquer outra amostragem neste pleito. A informação foi confirmada pelo coordenador-geral do Movimento, em Alagoas, Antônio Fernando Silva.
De acordo com Antônio Fernando, o objetivo da ação é garantir a lisura do pleito. “É preciso por um basta no que este Instituto vem fazendo, aqui no estado. Ele está sendo utilizado na tentativa de influenciar no resultado do pleito, que se aproxima. Está na hora das instituições públicas tomarem uma providência, para que não haja influências no resultado”, explica.
Ele conta que mesmo sofrendo uma investigação, da própria Justiça Eleitoral, o GAPE continua a serviço ‘escusos’ de grupos políticos. “Tudo isso, sem nenhum comprometimento científico, com números e intenções de votos reais. Só estamos pedindo que haja uma proibição, pelo menos para esta eleição”, salientou Antônio Fernando Silva.
O procurador da república, Rodrigo Tenório, já demonstrou – em uma ação – que não confia nos trabalhos desenvolvidos por este Instituto. Inclusive, utilizando uma de suas amostragens para fundamentar uma Ação de Investigação, que resultou no pedido de cassação do registro das candidaturas de Fernando Collor (PTB) e seu vice, Galba Novaes (PRB).