O candidato ao Governo de Alagoas, Ronaldo Lessa (PDT), considerou absolutamente desnecessária a insistência da Polícia Federal (PF) em ouvi-lo, sobre o superfaturamento em obras de macro-drenagem, no Distrito Industrial. Mais uma vez, ele defende que sequer é citado no caso e que não é réu, podendo prestar esclarecimentos fora do período de campanha.

“Foi um absurdo o que tentaram fazer comigo. Você acha que eu iria para a PF, com aquele circo todo armado, cheio de câmeras me esperando? Não dá para deixar de pensar que a motivação seja política. Ele [Teotonio Vilela Filho (PSDB)] só quer confundir a população, como sempre fez. No primeiro turno, ele usou deste artifício. Não iria contribuir com isso, voluntariamente”, explicou o ex-governador.

Lessa diz que o seu partido, PDT, já está com uma nota pronta para cobrar isenção da Polícia. “Eles não podem beneficiar este ou aquele candidato. Não dá para trabalhar deste jeito”, salienta. Ele acredita que se é uma averiguação, sobre uma fraude – que não se trata de flagrante – esta oitiva pode ser feita após o período de campanha: “eu não sou Navalha, mas, depois da campanha, certamente eu irei”, adiantou.

Até lá, nos próximos 10 dias, o candidato acredita que tudo pode acontecer. “Eu só espero que ele não utilize da força pública, como helicópteros para divulgar mentiras, como panfletos e documentários como fizeram no primeiro turno. Estou confiante na vitória e dele eu espero de tudo”, acredita.

Sobre o resultado das urnas, Ronaldo Lessa esbanja confiança. “Felizmente ele será derrotado. O Governo sairá das mãos dos usineiros, a quem Vilela serve e quem realmente comanda o Estado, para voltar às mãos do povo: a quem represento”, concluiu o candidato.