Valdirene da Silva Macedo Benício, massagista, não acompanhou a escolha do material para o portão. Comprou gato por lebre. “Eu comprei um portão de ferro maciço e ele me entregou de tubo. Eu tenho que fazer a manutenção a cada dois meses, porque ele enferruja”. A troca da janela estava incluída na reforma, mas foi combinada só de boca. “Quando eu for fazer outra obra, vai ter que estar tudo escrito no papel e eu vou assinar e o pedreiro também. E com prazo tanto para começar quanto para terminar”, afirma a massagista.
O box foi encomendado antes e a área de banho não acompanhou as medidas. “Ele deixou bem menor, porque é o tamanho do box. Senão a água não corre para o ralo”, reclama.
Na reforma a cozinha também ganhou uma porta nova. As medidas foram tiradas antes da colocação do piso e o pedreiro esqueceu de levar em conta que a cerâmica ficaria mais alta. Resultado, para abrir e fechar a porta sem enroscar foi preciso serrar a parte de baixo. O casal decidiu parar a obra. “Acabou o dinheiro e a paciência”, diz o marido de Valdirene, Deoclecio Benício.
Para evitar problemas, o arquiteto Boris Villén explica que é preciso ter certeza que todos falam a mesma língua na obra. “O ideal é fazer um croqui, alguma coisa para documentar aqui. Pode ser também um desenho amador, só para a pessoa visualizar.”
Prepare a casa para os novos eletrodomésticos. Deixe prontas as tomadas e tubulações. Vai comprar uma coifa? “As coifas precisam ter um buraco para poder jogar essa fumaça para fora. Não pode ficar perto da lavanderia”, orienta o arquiteto.
Na casa de Isabel Regina Godinho, tudo foi planejado, mas a geladeira dos sonhos não coube na cozinha. “A gente teve que quebrar, invadir, pegar um pedaço da dispensa, mas eu fiquei com a geladeira dos meus sonhos.”