Um dos problemas que mais assolou o governo Yeda Crusius (PSDB) nos últimos quatro anos deve receber atenção logo nos primeiros momentos após a posse de Tarso Genro (PT) como novo governador do Rio Grande do Sul. A corrupção deve ganhar um órgão específico para combatê-la.

Tarso quer usar a experiência com Segurança Pública – esteve à frente do Ministério da Justiça do governo Lula, quando comandou a Polícia Federal – para evitar enfrentar os problemas que foram os principais responsáveis pela enorme rejeição sofrida por Yeda. O governo da peessedebista foi marcado por denúncias de corrupção em série. O escândalo do Detran e a compra de sua casa foram momentos que culminaram em manifestações que ficaram conhecidas como o movimento “Fora Yeda”.

Para prevenir a prática de corrupção, Tarso deverá criar um departamento anticorrupção, ligado a Polícia Federal ou ao Ministério Público Estadual. A campanha de Tarso destacou, por três meses, que ele trabalharia em sintonia com o governo federal, e a proposta do departamento contra a corrupção deve passar por esse caminho. Isso porque, além da possibilidade de que o comando fique a cargo da Polícia Federal, recursos devem chegar através do Ministério da Justiça e de convênios com entidades federais.

O órgão deverá ser composto por integrantes de diversas áreas, sendo os interesses e experiências complementares no sentido do combate à corrupção em todos os níveis. Auditores, fiscais, procuradores e policias deverão integrar o departamento.