O candidato à Presidência pelo PSDB, José Serra, negou nesta terça-feira que as discussões religiosas neste segundo turno da disputa presidencial entre ele e Dilma Rousseff (PT) sobre a descriminalização do aborto tenham surgido por estratégia eleitoral.

"A questão da religiosidade foi introduzida pelas pessoas. Não foi introduzido por partidos nem por candidatos", disse Serra a jornalistas no Santuário Nacional em Aparecida, no interior de São Paulo.

"Eu acho que ao lado de debates sobre educação, saúde, emprego, economia forte, desenvolvimento, segurança, nós temos também que falar sobre os nossos valores", acrescentou.

Serra esteve presente em missa em homenagem à padroeira do Brasil. O tucano estava acompanhado do governador eleito por São Paulo, o companheiro de partido Geraldo Alckmin, do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e de seu vice Indio da Costa (DEM).