Na primeira sessão após as eleições de 3 de outubro, o senador Renan Calheiros (PMDB) usou o Plenário, terça-feira, 5, para, além de informar a vinda do presidente Lula para reforçar a campanha de Ronaldo Lessa, comemorar a festa da democracia e descrever como ocorreu a disputa ao governo em Alagoas. “Nossa democracia, apesar de jovem, já apresenta robustez das nações mais tradicionais do Planeta e, portanto, deve ser reverenciada”, completou, fazendo uma referência especial a todos os que viabilizaram as eleições brasileiras: a Justiça Eleitoral, o Tribunal Superior
Eleitoral, os TREs, juízes, mesários, fiscais, policiais e a militância dos partidos.

Renan agradeceu pelos 840.809 votos, afirmando que não irá desapontar seus eleitores e que irá lutar para continuar trazendo investimentos, desenvolvimento e crescimento econômico para o Estado. “Alagoas merece e vai crescer no ritmo do Brasil. Precisamos deixar de ser um elo
perdido e isso só será possível com muito trabalho, com muita luta, com muita determinação”, prosseguiu.

Renan Calheiros revelou os motivos pelos quais está apoiando o ex-governador Ronaldo Lessa (PDT), para retornar ao comando da administração estadual. “É o melhor perfil para resgatar Alagoas e fazer com que o Estado ande no mesmo compasso econômico e social de todo o Brasil”.

O senador relatou as dificuldades enfrentadas para que a candidatura de Lessa fosse viabilizada e ele conseguisse chegar ao segundo turno. “Foi uma campanha difícil, complexa, suja, recheada de papéis apócrifos, DVDs falsos, inúmeras falsidades”, lamentou, criticando também a judicialização do processo. “A Justiça se pronunciou sobre a candidatura de Ronaldo Lessa só na antevéspera da eleição e confirmou o que todos sabiam: a legalidade da candidatura de Ronaldo Lessa. A campanha inteira esperamos pelo pronunciamento da Justiça, que só aconteceu na quinta-feira à noite, já depois do horário gratuito de televisão”, continuou.

O líder do PMDB explicou os motivos que levaram Ronaldo Lessa a ser avaliado pela Justiça. “Ronaldo Lessa quando era governador e não era candidato foi condenado por dar e pagar um aumento salarial para os professores, no ano em que a eleição era municipal. Ele foi condenado
a uma condição de inelegibilidade. Passou três anos como inelegível, quando em outros lugares ele teria recebido apenas uma multa”, colocou.

VITÓRIA - O senador também lamentou o fato de os adversários terem veiculado uma peça na TV como se fosse uma mensagem institucional da Justiça Eleitoral, afirmando que Ronaldo Lessa não poderia ser candidato. “Foram milhões de panfletos e DVDs distribuídos no Estado de Alagoas, em todos os bairros de Maceió. Os eleitores passaram toda a campanha na dúvida, inseguros e atemorizados. Mas, graças a Deus, ao final e ao cabo, prevaleceu a verdade contra tudo, contra todos”, festejou, assegurando que está confiante na vitória no segundo turno, onde a campanha é mais igualitária e democrática.