O premiê da Hungria, Viktor Orban, disse nesta terça-feira (5) que o vazamento químico em uma fábrica de alumínioque matou quatro pessoas e enlameou uma região do oeste do país pode ter sido causado por falha humana, e que não há sinais de que ele tenha tido causas naturais.

Ele também disse que não havia ameaça de vazamento radiativo na área atingida pela inundação.

A Hungria decretou estado de emergência em três localidades, um dia depois do vazamento.

"O governo proclamou estado de alerta nos departamentos de Veszprém, Gyor-Moson-Sopron e Vas após o vazamento de lama vermelha", anunciou mais cedo o ministério do Interior.

Na segunda-feira, um depósito de lama vermelha de uma fábrica de alumínio de Ajka, que fica 165 km ao oeste de Budapeste, e o conteúdo foi derramado em várias localidades.

Este é o acidente químico mais grave da história da Hungria, afirmou o secretário de Estado do ministério do Meio Ambiente, Zoltan Illés, que visitou Kolontar, uma das cidades afetadas.

"O vazamento de lama vermelha é uma catástrofe ecológica", afirmou Illés.

A lama vermelha é um resíduo tóxico da produção do alumínio, muito corrosivo e que contém chumbo.

A produção de uma tonelada de alumínio gera quase três toneladas de lama vermelha.