O delegado do 10° Distrito Policial, Ronilson Medeiros, que investiga o duplo homicídio ocorrido no conjunto Santos Dumont revelou que sete familiares das vítimas já foram ouvidos e que há dificuldades para elucidar o crime, pois testemunhas que estavam no local não foram localizadas.
Os adolescentes, Felipe Barbosa, de 15 anos, e Cristiano Assunção Silva, de 14 anos foram assassinados a tiros no dia 22 de agosto deste ano.
Medeiros contou que a linha de investigação que aponta rivalidade entre torcedores é a menos provável, já que segundo informações dos familiares dos adolescentes, eles não participavam de torcidas organizadas, embora usassem a camisa do CSA no momento do crime. As vítimas esperavam em um ponto de ônibus um transporte para irem ao estádio Rei Pelé, no Trapiche, onde pretendiam acompanhar a partida entre o time azulino e o Potiguar.
“Os parentes dos adolescentes também disseram que eles não eram envolvidos com drogas, trabalhavam e estudavam. Algumas testemunhas que passavam pelo local contaram que um ônibus foi apedrejado e quando as vítimas viram uma viatura da PRF correram para uma rua próxima do ponto de ônibus, onde havia homens em um veículo, que fizeram os disparos. Pelo que percebemos quem passasse pelo local seria morto”, explicou.
O delegado pediu para que as pessoas que estavam no local no momento do crime procurem o 10° DP ou passem, pelo disk denúncia, informações que possam levar aos assassinos. “Precisamos desses depoimentos para esclarecer o crime. Queremos saber o que o veículo estava fazendo naquela região”, destacou.
O caso
Segundo informações da polícia, Felipe Barbosa foi o primeiro a ser assassinado, com um tiro na cabeça. Cristiano Assunção ficou assustado e tentou correr, mas caiu ao ser atingido por um tiro na perna e também acabou sendo atingido na cabeça.
As vítimas chegaram a ser socorridas por uma unidade do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiram e morreram na área vermelha do Hospital Geral do Estado (HGE).
Informações colhidas pela Polícia Militar apontam que dois homens armados em um carro sem identificação abordaram os rapazes e efetuaram os disparos. Os familiares não sabem a quem atribuir os crimes