Cabos eleitorais, correligionários e fornecedores – de uma forma em geral – se reúnem no comitê do candidato João Caldas (PSDB) e seu filho, João Henrique Caldas (PTN), para cobrar o pagamento dos serviços prestados nesta campanha, que chegam até dois meses de atraso. A informação inicial aponta que o dinheiro seria repassado no último dia 30, mas, até agora nada foi feito.

De acordo com uma funcionária, que preferiu não se identificar, a organização de campanha teria dito que tinha um cheque de R$ 1 milhão para descontar. “Eu nunca vi tamanho absurdo. Se eles têm R$ 1 milhão é para comprar voto, como está acontecendo no Jacintinho e interior do estado. É inacreditável o que está acontecendo”, esbravejou.

Entre os funcionários, diretamente ligados com a campanha, a estimativa é de que – pelo menos – 100 pessoas estão sofrendo com o atraso. “Isso sem contar o aluguel de carro, gráficas, entre outras questões. A gente está aqui, aguardando um posicionamento. Não vamos deixar o prédio até receber o que temos direito”, adiantou.

Em contato com a equipe de reportagem do Cada Minuto, o ex-deputado federal desafia qualquer um de seus credores, a provar que exista alguma dívida. “Isso é mentira. Eu tenho documentos comprobatórios que não devo nada a ninguém nesse estado. Eu tenho 26 anos de política, agora, se eles estão acostumados com outros candidatos que devem, não posso fazer nada”, alfineta.

Caldas conta que a última parte do pagamento estava marcada para as 14h. “Esse negócio de dois meses sem receber é calúnia. Existe todo um trâmite legal, são pagamentos oficiais, registrados na Justiça Eleitoral. Meu comitê não é um barracão”, conclui o candidato.