Em entrevista concedida nesta sexta-feira (1º) ao programa “SP no Ar”, da Rede Record, a mãe de Miguel Cestari Ricci dos Santos, 9, morto após ter sido baleado anteontem (29) em uma escola de Embu das Artes (SP), disse que seu filho afirmou que um colega havia lhe oferecido uma bala de revólver um dia antes dele ter morrido.
De acordo com Roberta Cestari Ricci, o menino lhe perguntou se ele poderia aceitar uma bala de revólver que um outro garoto da sala dele ofereceu. Questionado pela mãe sobre para que serviria a bala, Ricci disse que era só para guardar com ele.
A mãe acredita na hipótese de a morte ter sido causada acidentalmente, no momento em que o colega do filho foi mostrar a arma, na sala de aula do Colégio Adventista.
O caso
Miguel levou um tiro na região cervical, chegou a ser levado para o Hospital Family, em Taboão da Serra, onde passou por uma cirurgia emergencial, mas morreu de parada cardiorrespiratória. No enterro da criança, os pais questionaram o fato de o colégio não ter ligado para o resgate e ter levado o garoto para um hospital muito distante da escola (25 km).
Segundo a escola, o incidente aconteceu por volta de 12h. Pais ouvidos pelo UOL Notícias disseram que as crianças, que estão no quarto ano, estavam no último período em atividade de recreação. Quando elas voltaram para a sala de aula para pegar as mochilas e ir embora, encontraram Miguel sozinho, já baleado.
A assessoria de imprensa do colégio informou que o diretor da instituição está acompanhando o caso e que "a equipe de professores e funcionários de nossa escola está procurando dar toda atenção e apoio à família da vítima".
O caso está sendo investigado pelo setor de homicídios da delegacia de Embu das Artes. Alunos e funcionários devem ser ouvidos pelo delegado responsável Carlos Eduardo Ceroni.
Perícia
As primeiras perícias da Polícia Civil apontam que o local foi lavado antes da chegada das autoridades. Peritos e médicos-legistas também concluíram que Miguel foi morto com um tiro à queima-roupa e que partiu de um revólver calibre 38.
Se for comprovado que a bala que matou o garoto partiu do revólver do colega, o pai do aluno poderá ser condenado a dois anos de prisão.