A confirmação da chegada do reforço de 100 agentes federais para trabalhar nas eleições em Alagoas intensificou o cerco que foi montado contra os “cabos eleitorais” que historicamente usam estes três últimos dias da eleição para “cumprir” os compromissos do cadastro eleitoral.
Desde ontem foi grande a movimentação de policiais federais em várias regiões do Estado, em Porto Calvo, por exemplo, o promotor Eduardo Simões constatou a movimentação e comemorou “Quanto mais agentes da lei presentes melhores são as chances de tranqüilidade no pleito” explicou ele.
A Policia Federal, assessorada pela Justiça Eleitoral e pelo MPE listou os cabos eleitorais que durante várias eleições são responsáveis pela distribuição de dinheiro e cestas básicas nos dias que antecedem as eleições.
Outro fator que ajudará esta busca é o monitoramento dos saques superiores a R$ 10 mil que foi proposto pelo MCCE e acatado pelo MPE.
“Existe candidato que há muitos anos tem a prática de pagar seu cadastro eleitoral nestes últimos dias, eles as vezes nem se preocupam em fazer campanha ou aparecer no Guia Eleitoral já que “compram” os votos necessários para suas eleições” explicou um membro da Justiça Eleitoral.
Tanto a PF como a Justiça sabe que estes três últimos dias são fundamentais e que este derrame de dinheiro decide determinadas eleições e o objetivo deste reforço é justamente impedir que isto aconteça.
“Alguns destes esquemas de compra de votos são passados de pai para filho em uma prática que se repete ao longo de várias eleições, este ano certamente as coisas ficarão mais difíceis para eles” finalizou o juiz.