O segundo debate com os candidatos ao Governo do Estado teve um pouco de tudo. Discursos mornos, ofensas diretas, dramas familiares e pendências com a Justiça Eleitoral deram o tempero do caldeirão que se transformou o estúdio da TV Gazeta. Além do veto ao candidato Tony Cloves (PCB) que se tornou um capítulo à parte da trama.

A sensação dos expectadores, pelo menos os que conseguiram chegar até o fim, foi de frustração. Algo estava fora do lugar. Muitos eleitores, através das redes sociais, perguntavam pela ‘pegada’ dos candidatos: onde cada um demonstra o seu interesse – mais visceral – de comandar o Estado.

O debate começou sob o signo da polêmica quando o candidato Tony Cloves do PCB teve a poucos minutos do início do debate a liminar que garantia sua presença no encontro. O partido de Cloves não tem representação no Congresso e de acordo com as regras da Rede Globo, na qual a TV Gazeta é afiliada, só os partidos com representação poderiam participar.

No primeiro bloco com temas pré-determinados os embates ficaram restritos a uma pequena discussão de Mário Agra com Fernando Collor que rendeu um direito de resposta ao ex-presidente.
Desde o início Lessa e Collor partiram para o ataque contra Teotônio Vilela e mantiveram o pacto de não agressão, no momento mais quente do bloco Collor criticou Téo a respeito das indústrias e o atual governador disse que “o pior cego é aquele que não quer ver” .

No segundo bloco mais uma vez Mario Agra foi para cima de Collor e perguntou sobre o caso da fraude do Gape, Collor falou pela primeira vez sobre o assunto e o classificou como “bobagem”.
Depois foi a vez de Piones partir para cima de Téo e lembrar a Operação Navalha. O atual governador se defendeu explicando que o caso teria começado no governo Lessa e que ele não tinha nada a ver com isto.

No terceiro e quarto bloco os únicos embates ficaram por conta de Lessa e Téo que se digladiaram sobre as obras federais, enquanto Lessa disse que tudo que foi feito no governo atual aconteceu por conta das verbas federais, já Téo disse que as verbas só vinham agora pelo fato do Estado estar organizado.

Ainda no quarto bloco Jeferson Piones tentou um golpe baixo ao atacar Collor, usando o caso de sua ex-mulher, Rosane Malta. O ex-presidente foi elegante e disse que o momento ali era para se discutirem propostas. As considerações finais dos candidatos seguiram o ritmo morno adotado durante todo o debate.