Os conflitos entre o comando do Batalhão da PM em Maragogi e promotores de justiça poderão levar à convocação de forças federais para a região Norte de Alagoas. Essa possibilidade surgiu depois da informação de que o tenente coronel Osman Vilela iria convocar a tropa para que os 245 policiais
militares movessem processo contra a promotora de justiça Francisca Paula.

Procurador pela reportagem, o comandante do Batalhão não respondeu sobre essa possibilidade e se restringiu a dizer que vai aguardar o resultado da apuração que está sendo realizada pelo Polícia Militar.
Já o procurador geral de justiça, Eduardo Tavares, disse que diante da situação vai convocar os promotores da região e também o comandante da PM, coronel Dário César, para uma reunião urgente.

Tavares disse que será preciso a intervenção direta tanto dele como do comandante para evitar os conflitos. Ele afirmou também que está preocupado com a situação, principalmente devido a proximidade das eleições.

O comandante do Batalhão de Maragogi disse que não houve retaliação à promotora quando retirou o soldado que fazia a segurança dela e acrescentou dizendo que se Francisca Paula queria segurança, solicitasse à assessoria militar do Ministério Público e não ao batalhão.

Com relação à presença de militares armados a sessão pública, realizada na Câmara Municipal de Maragogi,  Vilela colocou que não foi uma ação de intimidação ou constrangimento à promotora. Segundo ele, o armamento faz parte do uniforme e os militares foram assistir à audiência. “Não era uma sessão pública. Então os policiais foram participar e se estavam armados é porque as armas fazem parte do uniforme”, declarou ele.